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quarta-feira, junho 02, 2010

Bennet versus Dashwood

Acho impossível ler livros de um mesmo autor e evitar comparações entre eles, ainda mais quanto possuem temas tão parecidos; Acabei de ler Razão e Sensibilidade (1811), e apesar de ter gostado mais de Orgulho e Preconceito (1813), achei que também é um ótimo livro, e um dos melhores que já li. Resolvi então listar os pontos em comum entre ambos os livros, que vem a seguir:

Emma Thompson e Hugh Grant como Elinor Dashwood e
Edward Ferrars na versão cinematográfica de 1995
de
Sense and Sensibility

  • A narrativa
Orgulho e Preconceito, apesar de ter sido publicado após Razão e Sensibilidade, foi escrito antes. Por isso considero a história mais original, e é possível ver alguns elementos de O&P em R&S, apesar do segundo ser mais realista em relação ao primeiro. Semelhanças como a falta de fortuna das protagonistas (e como isso atrapalha na escolha de maridos), personagens intrometidos e inadequados, revelações do caráter de alguns personagens considerados decentes, rompimentos amorosos (que em R&S são mais bruscos do que em O&P.) e protagonistas masculinos reservados, mas passionais, podem ser vistas entre os livros.

Alan Rickman e Kate Winslet como Cel. Brandon
e Marianne Dashwood na versão cinematográfica
de 1995 de
Sense and Sensibility

  • Personagens
As semelhanças entre os personagens é uma das coisas mais marcantes:
- Elizabeth Bennet é a fusão entre Elinor Dashwood e Marianne Dashwood, pois consegue manter suas reações emotivas e racionais em equilíbrio; Já as irmãs Dashwood entram em um equilíbrio em relação aos seus sentimentos com a aproximação do fim da trama, pois durante o resto da narrativa são levadas a tomar atitudes guiadas, como diz o próprio livro, pela razão (Elinor) e pela sensibilidade (Marianne).
-Coronel Brandon, solteirão sisudo que tem interesse por Marianne Dashwood em R&S, lembra Mr. Darcy, o também sisudo protagonista de O&P. A diferença crucial entre ambos está no fato de que o Coronel Brandon é muito mais simpático e humilde que Darcy [!]
-Os antagonistas de ambos os livros, Wickham e Willoughby, possuem desvios de caráter, são mentirosos e caluniadores. A diferença entre eles está no fato de que Willoughby se arrepende de seus atos ( que com certeza são piores que de Wickham!) e tenta se redimir.
-Mrs. Jennings, a viúva rica que cisma em casar os outros e é extremamente intrometida, lembra bastante Mrs. Bennet, mãe da protagonista de O&P, que também tem fixação em casar as filhas e age de forma inadequada em vários momentos, causando certos prejuízos para as filhas mais velhas.
-Mrs. Ferrars, mãe de Edward Ferrars, que é apaixonado por Elinor, é uma espécie de Lady Catherine de Bourgh. Mas não tem tanta expressividade quanto a segunda, apesar de ambas, por nao aceitarem certas uniões amorosas, façam de tudo para prejudicar os envolvidos.
-Mrs. Fanny Dashwood, cunhada das protagonistas, não pode ser realmente comparada com Caroline Bingley, pois é consideravelmente pior que a segunda. Mas ambas são personagens arrogantes e frívolas.

Keira Knightley e Matthew Macfadyen
como Elizabeth Bennet e Fitzwillian Darcy
na versão cinematográfica de 2005
de
Pride and Prejudice


Para aqueles que se interessaram pela história, mas que não querem ler o livro [!], indico as versões para o cinema dos livros, Sense and Sensibility (1995) e Pride and Prejudice (2005). Ambas são excelentes!



Au Revoir!

terça-feira, setembro 01, 2009

Dan Brown e sua tara por cientistas

Dan Brown devia ser um daqueles nerds bem nerd, estilo Bill Gates, quando era mais jovem. E daqueles tipos que tem mania de perseguição.

Andei analisado o personagens dos livros deles, que cá pra nós, só o Anjos e Demônios presta, e todas as personagens mulheres são cientistas.
E detalhe: a descrição de todas elas coincidem um pouco; Na sinopse do Fortaleza Digital (eca!) tem um negócio como a bela matemática Fulana de Tal. E no Anjos e Demônios, a bela física Victoria Vetra. E no Código da Vinci ele também faz questão de deixar bem claro que a criptógrafa francesa também era -adivinhem só- bela.
E o adjetivo não se restringe apenas às mulheres, não. Os homens também são tooodos bonitos e saradões. E padres não escapam dessa categoria.

Será que alguém já contou pra ele que cientistas não costumam ser tão bonitos e charmosos?
Será que ele ainda continua tendo suas fantasias de adolescente, com cientistas que se parecem com líderes de torcida?
Será?

é isso aí. beijosmeliga

terça-feira, julho 28, 2009

Tava com preguiça de escrever, então...

"Não houve lepra, mas há febres por todas essas terras humanas, sejam velhas ou novas. Onze meses depois, Ezequiel morreu de uma febre tifóide, e foi enterrado nas imediações de Jerusalém, onde os dois amigos da universidade lhe levantaram um túmulo com esta inscrição, tirada do profeta Ezequiel, em grego: "Tu eras perfeito nos teus caminhos”.Mandaram-me ambos os textos, grego e latino, o desenho da sepultura, a conta das despesas e o resto do dinheiro que ele levava; pagaria o triplo para não tornar a vê-lo.

Como quisesse verificar o texto, consultei a minha Vulgata, e achei que era exato, mas tinha ainda um complemento: "Tu eras perfeito nos teus caminhos, desde o dia da tua criação”.Parei e perguntei calado: "Quando seria o dia da criação de Ezequiel?" Ninguém me respondeu. Eis aí mais um mistério para ajuntar aos tantos deste mundo. Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro."


Dom Casmurro: Cap. CXLVI - Não Houve Lepra

segunda-feira, julho 27, 2009

Os perigos de se ler Alice antes de dormir




Descobri que Alice no País das Maravilhas é um livro extremamente perigoso de se ler antes de dormir. Faz você ter sonhos alucinógenos que nem ela. É verdade. E não aconselho tentar isso em casa. Pra ter uma noção, hoje eu acordei meio perdida da realidade, pensando que já era o primeiro dia de aula, e que a prova da UERJ ia ser hoje também. Mas eram 14:00 horas e fui comer um chocolate.
E já que estamos falando de Alice, tava pensando: Será que o filme do Tim Burton vai virar modinha? Não, porque se o povão gostar, já viu né?! Vai ser terrível! Todos procurando o livro, colocando fotos da Alice no Orkut (OH!) e etc, etc, etc.

Bem, espero que não.
Boa Noite e Boa Sorte.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Minha crítica *cof * literária: Anjos e Demônios, Dan Brown


Até hoje eu não entendo aquele alvoroço sobre o Código da Vinci livro. Saiu em um monte de revistas matérias falando a respeito,o que eu até entendo, o livro é bem chocante, além de publicarem vários livros parasitas (aqueles em que autores que nunca ouvimos falar "revelam" os segredos por trás do livro, as verdades e as mentiras e etc. O mesmo aconteceu com aquele livro de auto-ajuda, O segredo. hahahah) sobre o livro propriamente dito. Acho até que ele ganhou um prêmios aí, não é? Mas isso não vem ao caso, o que estou querendo dizer é que não havia necessidade disso, e na minha opinião o Código... é bem chato. E acho que não sou só eu que acho isso.
Enfim, eu ganhei o Anjos e Demônios no meu aniversário de 15 anos e quase que troquei. Eu estava traumatizada com o Código da Vinci! Hipérboles a parte, acabou que comecei a ler em fevereiro e adorei o Anjos e Demônios e li de novo agora em dezembro. E mal posso esperar pro filme ser lançado, ( rumores apontam que sairá em maio de 2009) apesar do Código da Vinci filme ter sido um fiasco *hahahah*
Então fica a dica de leitura (mesmo que metade do mundo já tenha lido *hipérbole!!*).

É isso aí.



quinta-feira, dezembro 04, 2008

Minha crítica *cof* literária

último livro lido: O Príncipe e o Mendigo

nesses últimos dias têm acontecido comigo um pequeno retrocesso mental. Eu sei que o livro foi escrito para crianças, mas quem se importa? Ele estava na estante e eu só li uma vez, então estava valendo.

Ok. O livro é bem bacaninha e tal, mas tem umas partes que eram excepcionalmente chatas e impossíveis de ler. Fora isso,é... é um livro legal

é isso aí