sábado, abril 17, 2010

Annie Hall - 1977


"After that it got pretty late, and we both had to go, but it was great seeing Annie again. I... I realized what a terrific person she was, and... and how much fun it was just knowing her; and I... I, I thought of that old joke, y'know, the, this... this guy goes to a psychiatrist and says, 'Doc, uh, my brother's crazy; he thinks he's a chicken.' And, uh, the doctor says, 'Well, why don't you turn him in?' The guy says, 'I would, but I need the eggs.' Well, I guess that's pretty much now how I feel about relationships; y'know, they're totally irrational, and crazy, and absurd, and... but, uh, I guess we keep goin' through it because, uh, most of us... need the eggs."

segunda-feira, abril 12, 2010

Tanta expectativa...

Uma produção que deu o que falar. Juntar Tim Burton e um dos livros mais alucinógenos e absurdos de todos os tempos com certeza daria um ótimo filme. Mas não foi bem isso que aconteceu...

Achei Alice in Wonderland uma grande decepção. Foram 3 anos de longa espera pra ter um filme altamente comercial, com um roteiro tosco e perfomances que beiram o ridículo (leia-se Mia Wasikowska)

Para começar, o roteiro foi apenas baseado no livros de Lewis Carroll. Logo, você que é fã dos livros, não espere encontrar grandes coisas. O País das Maravilhas é apenas um cenário e os personagens são meros figurantes onde o foco é uma Alice inexpressiva e sua busca de sua identidade; O que é típico de filmes baratos da Disney, a famosa fórmula "siga seus sonhos e seja você mesmo!".

a expressividade contagiante de Mia Wasikowska

Se a Disney queria fazer um filme comercial para fãs adolescentes, conseguiu. E acho que isso nem deixou o Tim Burton muito feliz. É só ver como ele está animado nas coletivas de imprensa. Ele próprio declarou que foi "exaustivo" trabalhar com a tela verde.

Mas tenho que admitir que, de fato tiveram algumas poucas cenas que me fizeram exclamar "olha que legal, isso tem no livro". Poucas, mas tiveram.

Achei também que as atuações do Johnny Depp e da Helena Bonham Carter não foram tão marcantes como nos outros filmes do Tim Burton (Sweeney Todd, por exemplo). Ele, um Chapeleiro que não convence (fica subentendido que ele se apaixona pela Alice [!]). Ela, uma Rainha de Copas que me foi totalmente indiferente. O mesmo para Anne Hathaway. Apesar de ter achado fofos os trejeitos dela.

Tem também a trilha sonora! Quando soube que Avril Lavigne iria cantar a canção tema, eu tive um ataque apoplético. Só isso já deixava uma pista para qual público eles estavam direcionando o filme.
Não que eu seja contra as adolescentes que lêem Capricho, mas é que...
Ah, a verdade é que ninguém gostava muito de Alice até saberem desse filme !

Para concluir, acho que Tim Burton perdeu a mão nesse filme. Não tem muito do toque macabro e sórdido dele. O máximo que teve foram as cabeças num lago no castelo da Rainha de Copas. Só. Onde estão as tiradas sarcásticas e o ar soturno de antes?



Agora eu fico imaginando: e se todos os blockbusters de agora em diante forem assim, em 3D com um roteiro pobre e óbvio?


De fato, o fim do mundo está próximo!






Eu me despeço aqui, cheia de ódio no coração.

P.S: Pra se ter uma noção do que eu estou falando em termos de trilha sonora, dá uma olhada no clip da chatinha da Avril. É assustador.

sábado, março 20, 2010

Dorian

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, se tornou, hum, um tipo de nova "fixação". Comprei o livro há mais ou menos uma semana( e até o presente momento, não terminei de ler) e achei muito chocante. Então, resolvi baixar o filme. Só que existem umas três versões, uma de 1918, 1945 e uma de 2009, que tem uns 6 meses de lançamento, mas que não tem nem previsão de estréia no Brasil.

O que é uma pena. O filme realmente vale a pena ser visto. Tem o (gatíssimo) Ben Barnes (de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian) como personagem título, Colin Firth como o lorde Henry Wotton (duplamente Mr. Darcy!) e Rachel Hurd-Wood como a boba Sybil Vane (a Wendy da versão de 2004 de Peter Pan, lembra?).

A história foi bem adaptada. E deixa bastante explícito o que no livro fica nas entrelinhas. Tipo o relacionamento obviamente homossexual entre o entediante Basil Hallward (Ben Chaplin) e Dorian. E, pasmem, com direito a sexo entre os personagens, cuja cena o diretor teve a bondade de cortar. (imagina meu choque ao ver o Ben Barnes beijando outro homem! Já basta o Heath Ledger no Brokeback Mountain!)


Pois bem, vamos à história. Dorian Gray, uma rapaz extremamente bonito (OH Ben!) que está retornando à Londres depois da morte do avô e tutor lorde Kelso. Ele também é extremamente ingênuo, mas mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, acaba atraindo a atenção de parte da elite londrina. Nesse grupo, estão o pintor intelectual Basil Hallward, que nutre uma paixão secreta por Dorian ( não correspondida) e o dândi lorde Henry Wotton.
Basil resolve pintar um retrato do belíssimo Dorian. E enquanto isso, lorde Henry começa a atrair o pobre Dorian pra sua visão de vida e faz com que o rapaz perceba ao admirar em seu retrato pronto o quanto é bonito. Então, o garoto faz um pedido irreal de que ele próprio nunca perca sua beleza, enquanto o retrato sofra o peso da idade.
Daí, vemos Dorian virar um hedonista orgiástico, fumador de ópio e totalmente imoral, enquanto seu retrato vai se tornando cada vez mais horrendo, pois este vai absorvendo todas as feridas -físicas e morais- de Dorian
O final... Bom, não vale a pena estragar a surpresa. Mas se você já viu A Liga Extraordinária, provavelmente você se lembra do fim do Dorian Gray, certo? Senão, leia o livro. Ou veja esse filme. São ambos, de fato, muito bons.

Bem, nos vemos por aí. Vou tentar arrumar um quadro desse gênero pra mim.

Fiquemos com a melhor (e mais divertida) das teorias de lorde Henry Wotton:
"(...) - A senhora, duquesa, seria capaz de se lembrar de algum grande erro que tivesse cometido em tenra idade?
- De muitos, receio.
- Então, cometa-os de novo. - ensinou lorde Henry, sério. - Para se recuperar a juventude, basta fazer as mesmas loucuras."

sexta-feira, março 19, 2010

road. movie.

Me deu uma vontade absurda de de gravar um road movie. Só me falta uma câmera.
E atores.
E capital.

E pode até ser que vire um clássico do submundo, que nem Pink Flamingos.
.
.
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Mas isso são apenas devaneios de uma jovem desocupada. E pronto.
Hasta la vista!

domingo, março 07, 2010

And the Oscar Goes to...



Que belezura. Hoje tem Oscar e pretendo vê-lo todo, mesmo tendo aula amanhã.

Fiz até umas apostas, valendo um ano de cinema 0800 (!).
Saca só:

  • Melhor Filme: Guerra ao Terror.
Apesar de ter achado a história beeem chata, parece que o pessoal de Hollywood não pensou assim.
(e como se a minha opinião contasse, né? Abaaaaafa)
Eu preferia o Bastardos Inglórios, mas preferi não arriscar.
But Quentin, I still loving you!
Ok,quem é o moço forte do poster?


  • Melhor Ator: George Clooney
Outro filme que achei bobo, mas realmente andam falando muito da performance dele, então coloquei minhas fichas no George.
  • Melhor Ator Coadjuvante: Matt Damon.
Pensa comigo: Copa do Mundo 2010 na África do Sul, filme sobre o país, politicamente correto... Bingo! Matt Damon.

  • Melhor Atriz: Gabourey Sidibe
A garota pode. Tô realmente doida pra ver Preciosa. O filme parece ser muito legal. E também segui a mesma lógica do "politicamente correto" (apesar de achar que a menina atua bem): quando uma atriz obesa ganhou um Oscar de Melhor Atriz?

  • Melhor Atriz Coadjuvante: Anna Kendrick
Não sei o que a chatinha do Crepúsculo tá fazendo nas minhas apostas. Mas como Amor sem Escalas é um dos mais cotados...

  • Melhor Diretor: James Cameron
Não acho que ele merece outro Oscar. Queria mesmo que a Katheryn Bigelow ganhasse. Apesar de não ter gostado do filme dela, ia ser um verdadeiro tapa na cara do Cameron! Há!

  • Melhor Roteiro Original: Bastardos Inglórios
Não é um de Melhor Filme, mas...

  • Melhor Roteiro Adaptado: Educação
A história me pareceu interessante, e ainda não consegui assistir esse filme.

  • Melhor Música Original: Down in New Orleans
Só porque é uma musiquinha chiclete!

  • Melhor Filme Estrangeiro: A Teta Assustada
A história é muito legal! Porém ainda não consegui assistir.

  • Melhor Filme de Animação: Up - Altas Aventuras
Toma essa Dreamworks!

  • Melhor Fotografia: Avatar
Blá! Filmezinho clichê! Mas uma coisa tenho que concordar, a fotografia realmente merece um Oscar!

  • Melhor Figurino: Coco Antes de Chanel
Lógica absurda: Chanel tem roupas lindas e inovadoras, logo, o filme SOBRE a Chanel merece um Oscar de Melhor Figurino, né não?
De Amélie Poulain a Coco Chanel.

  • Melhor Montagem: Avatar
Preciso dizer mais alguma coisa?

  • Melhor Maquiagem: Il Divo
Ok, vou ser sincera. Nem sei que coisa é essa. Foi um tiro no escuro. Star Trek seria uma melhor opção.

  • Melhor Efeitos Visuais: Avatar
É óbvio, não?

A única coisa que realmente vale a pena em Avatar


Bem, caros amiguinhos, eu fico por aqui.
E não se esqueçam de rir da cara do Zac Efron quando ele estiver apresentando.


Adieu.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

9º - The Darjeeling Limited

Eu já falei desse aqui no blog, portanto, não devo prolongar muito.

Se estiver realmente interessado em ler uma resenha sobre tal filme, clique aqui.

Se não, tenha piedade da autora, que acordou de péssimo humor e não tem criatividade para escrever nada. Quem sabe mais tarde.


Hasta la vista.

terça-feira, janeiro 26, 2010

A fixação da Barbie


A Barbie é uma espécie de Benjamin Button. Começou como uma mulherona loira nos anos 50 e agora se tornou uma adolescente tímida. Pelo menos no "Diário da Barbie". Esse é de fato um filme muito assustador: os personagens são feitos de uma técnica um tanto experimental de animação digital, que faz com que tenham cabeça de nordestino (com todo respeito) e um corpo que lembra desenho feito à mão. E o resultado disso é uma cabeça em 3D e um corpo em 2D (sim, a foto acima é do filme [!]). Como se não bastasse isso, o roteiro é chocante. Prepare-se para coisas horríveis.
A Barbie, coitadinha, é uma mocinha estudiosa e de bom coração. Ela tem amigos de verdade e uma banda de, hum, rock, na qual ela é a guitarrista. Mas a Barbie quer mais! Ela não quer ser só a menina que tira boas notas, ela quer ser popular. E o filme se desenrola na sua odisséia de conquistar o cara mais cool do colégio e ser a garota mais popular da escola. Mas durante sua luta desesperada ela se esquece de suas verdadeiras amigas e não percebe que o verdadeiro amor está ao seu lado!
Chocante né não?

E o mais absurdo é a fixação da Barbie em ser cool. Chega a irritar. Ela acha que ser popular é a única razão de frequentar a escola.
Triste, triste.

Eu fico por aqui. E a pergunta que fica no ar: Porque diabos eu vi esse filme?